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Identidade digital como primeira linha de defesa — por que a confiança começa no cidadão
19 de janeiro de 2026A identidade digital como base da confiança e da segurança no ambiente online é o eixo central do e-book “Identidade digital: onde a sua segurança começa”, lançado pelo Comitê de Identidades Confiáveis, da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net). Disponível gratuitamente para download no site do GuiaOpen, o material propõe uma mudança de perspectiva no debate sobre cibersegurança ao defender que a proteção digital começa antes da tecnologia e se estabelece a partir da correta verificação da identidade.
Ao longo dos capítulos, a publicação aborda temas como o elo mais frágil da segurança digital, a infraestrutura nacional de confiança, a relação entre identidade, assinatura e segurança jurídica, além do papel dos corretores de seguros como agentes de confiança digital. O e-book também analisa a cibersegurança sob a ótica institucional e reforça que a maturidade digital de um país depende menos de soluções sofisticadas e mais da qualidade da identidade que sustenta seus atos eletrônicos.
O conteúdo resgata a atuação histórica dos corretores de seguros nesse ecossistema. Há mais de 15 anos, por meio das Autoridades Certificadoras vinculadas às suas entidades representativas, a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e os Sindicatos de Corretores de Seguros (Sincors), esses profissionais emitem certificados digitais ICP-Brasil, seguindo rigorosos processos de identificação, validação documental e orientação aos usuários. A atuação vai além do aspecto operacional e envolve educação, aconselhamento e responsabilidade jurídica no uso seguro das credenciais digitais.
Para o 1º vice-presidente da Fenacor, coordenador do Comitê de Inovação em Seguros e idealizador do GuiaOpen, Manuel Matos, o e-book reforça um ponto essencial que ainda recebe pouca atenção no debate público. “A segurança digital começa antes da tecnologia. Grande parte do debate sobre cibersegurança ainda gira em torno de soluções técnicas sofisticadas. Tudo isso é necessário, mas insuficiente”, afirma.
Segundo Matos, o livro propõe um deslocamento conceitual importante ao demonstrar que fraudes raramente decorrem de falhas tecnológicas avançadas. “Elas nascem, quase sempre, de identidades mal verificadas, mal custodiadas ou tratadas como simples logins. Sem autoria clara, não há responsabilização. Sem responsabilização, não há confiança”, ressalta.
O dirigente também destaca a valorização da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) como um ativo público já consolidado e com validade jurídica. “O texto acerta ao destacar a ICP-Brasil como infraestrutura pública já existente e ao valorizar um ator muitas vezes invisível nesse processo: o corretor de seguros, que há anos atua como agente de validação, orientação e confiança no ambiente digital”, diz.
Para Matos, mais do que um guia técnico, o e-book é um chamado à maturidade institucional. “Tecnologia não cria confiança sozinha. Confiança nasce da identidade. E identidade forte sustenta sistemas resilientes. A maturidade digital de um país não se mede apenas por tecnologia, mas pela qualidade da identidade que sustenta seus atos digitais”, afirma.
O Comitê de Identidades Confiáveis da camara-e.net tem como missão fomentar um ecossistema de identificação digital seguro, acessível e alinhado à proteção de dados e à segurança das transações eletrônicas. A coordenação é da advogada e mestranda em Direito Político e Econômico, Letícia Menezes, especialista em Direito Digital, Compliance e Direito dos Negócios, com atuação consolidada nas áreas Jurídica, de Gestão de Risco, Auditoria e Compliance.




