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4 de agosto de 2025O 1º vice-presidente da Fenacor, coordenador do Comitê de Open Insurance da camara-e.net e idealizador do GuiaOpen, Manuel Matos, foi entrevistado pelo Valor Econômico para falar sobre os atrasos e ajustes pendentes do Open Insurance no País. Para ler na íntegra, clique aqui.
Escrita pela jornalista Denise Chrispim Marin, a reportagem destaca que o Opin deve concluir sua terceira fase em 30 de junho, ainda sem operações concretas entre clientes e seguradoras. Inspirado no modelo do Open Finance, o sistema busca oferecer ao consumidor o controle sobre seus dados e a liberdade de compartilhá-los com as instituições de sua escolha — tudo em um ambiente digital padronizado e seguro.
Para Matos, o Opin representa um passo definitivo para a transformação do setor no Brasil. Apesar dos atrasos e incertezas, ele vê na nova estrutura digital uma ferramenta essencial para aumentar a competitividade, empoderar o consumidor e modernizar as relações entre seguradoras, corretores e clientes. “O Open Insurance é um prédio em construção. Está no terceiro andar, não chegou à cobertura, mas vai vingar, inexoravelmente”, afirma.
Matos reconhece que o modelo enfrenta desafios, sobretudo no equilíbrio da concorrência. Bancos de grande porte, já inseridos no ecossistema do Open Finance, estão saindo na frente ao fechar operações de seguros diretamente por essa plataforma. “Os grandes bancos e seguradoras detêm tecnologia e recursos para atuar fortemente. As pequenas terão de fazer acordos com as maiores para não perder densidade no sistema”, alerta.
Mesmo assim, o especialista defende que o Open Insurance é uma iniciativa alinhada à política pró-competitividade da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e que os benefícios futuros para os consumidores compensam os percalços da fase inicial. O compartilhamento de dados, segundo ele, dará ao cliente maior autonomia, permitindo comparação de produtos, contratação de apólices com melhor custo-benefício e mais clareza sobre sua carteira de seguros.
Apesar de críticas vindas de entidades como a CNseg — que questionam os custos do sistema e a adesão tímida de instituições não obrigadas —, Matos insiste que a transformação é inevitável e positiva. “O ecossistema ainda não está no seu ponto máximo de maturação. Mas não haverá retorno”, conclui.